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A casa é minha e eu tô chegando.

Faz 4 meses que não volto para Araçatuba. Eu tô com uma saudade e vontade de deitar naquele sofá da sala, assistir as reprises do Jô Soares com meu pai e os filmes repetidos com a minha mãe. As pizzas à noite; os vinhos com as macarronadas; o purê de batata e a couve-flor empanada que só experimento quando estou lá. Ir e voltar dos lugares como num instante; dar uma volta no Pálio preto com a minha carta de motorista enferrujada; abraçar meu gato mal-humorado e receber uma lambida do meu cachorro que é o mais feliz melhor do mundo. Quero ficar na cozinha com as minhas irmãs planejando o reveillon, o almoço e a roupa da próxima festa. Falar de esmalte, unhas, peso e todas aquelas insignificâncias que fazem o tempo passar rapidinho e nos trazem a vontade de ficar ali e repetir aquele momento de novo...e de novo e de novo. Quero sentir logo aquela alegria misturada com o aperto de saber que eu tenho poucos dias e que por isso eles serão melhores do que quaisquer outros que eu já vivi.

Arnaldo, essa aí você fez para mim. Obrigada.

Não me falta cadeira Não me falta sofá Só falta você sentada na sala Só falta você estar

Não me falta cama Só falta você deitar Não me falta o sol da manhã Só falta você acordar

Pras janelas se abrirem pra mim E o vento brincar no quintal Embalando as flores do jardim Balançando as cores no varal

Não me falta casa Só falta ela ser um lar Não me falta o tempo que passa Só não dá mais para tanto esperar

A casa é sua Por que não chega agora? Até o teto tá de ponta-cabeça Porque você demora

A casa é sua Por que não chega logo? Nem o prego aguenta mais O peso desse relógio.* Esse é um dos meus clipes favoritos. Doce Arnaldo Antunes, capta e expressa as emoções como nenhum outro. Separei meus trechos preferidos para colocar na crônica, mas a letra inteira da música vocês encontram aqui.

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